Fundos Europeus. Já não se vive sem eles.

Através deste mecanismo de financiamento, a União Europeia visa assegurar que todos os Estados-membros, independentemente da dimensão ou riqueza, possam beneficiar da inclusão na UE, desenvolvendo-se de uma forma equilibrada e sustentável.

Os pacotes de financiamento europeu destinam-se a apoiar o desenvolvimento económico e social dos Estados-membros da União Europeia, entre os quais, Portugal, como membro. A forma como estes fundos são atribuídos e utilizados é baseada em objetivos, prioridades e metodologias específicas estabelecidas pela UE. Aqui está uma visão geral:

Coesão Económica, Social e Territorial

Reduzir as disparidades entre os níveis de desenvolvimento das diversas regiões e o atraso das regiões menos favorecidas.

Desenvolvimento Sustentável

Investir em energias limpas, eficiência energética e numa economia com baixa emissão de carbono.

Inovação e Investigação

Promover a competitividade ao financiar inovação, investigação e desenvolvimento tecnológico.

Apoio ao Empreendedorismo

Estimular o crescimento económico e a criação de empregos, apoiando as PMEs e startups.

Formação e Educação:

Investir no capital humano, através da educação, formação profissional base e ao longo da vida.

Desenvolvimento Rural

Apoiar o setor agrícola e o desenvolvimento rural, através do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER).

DE ONDE VÊM AS VERBAS QUE FINANCIAM OS FUNDOS EUROPEUS?

Os fundos da União Europeia, designadamente os destinados ao desenvolvimento e coesão, são financiados através do orçamento da UE. O orçamento da UE é sustentado por várias fontes de receitas.

Cada Estado-membro compromete-se a contribuir para o orçamento da UE com base nestas fontes de receitas. Em troca, os Estados-membros, incluindo Portugal, beneficiam de investimentos e fundos europeus para projetos e iniciativas que promovem o desenvolvimento, a coesão e outras prioridades da UE.

O orçamento da UE é estabelecido num processo de negociação complexo, envolvendo a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho da UE, e é definido num ciclo de sete anos, conhecido como Quadro Financeiro Plurianual (QFP). Este quadro estabelece as prioridades e os limites máximos de gastos em diferentes categorias ou "rubricas" para esse período.

COMO SABEMOS SE OS FUNDOS EUROPEUS SÃO BEM APLICADOS?

Além da avaliação política, a aplicação de um determinado fundo deve ser sujeita à avaliação, que deve incluir a visibilidade e os benefícios. O controlo dos fundos europeus em Portugal é um processo contínuo e abrangente, que segue critérios definidos e assegura que o financiamento é usado de acordo com os regulamentos da União Europeia (UE) e que os projetos financiados alcançam os resultados desejados.

Este sistema de monitorização e controlo é essencial para garantir que os fundos europeus são utilizados de forma eficaz em Portugal e que contribuem para o desenvolvimento sustentável e coeso do país, em linha com as prioridades e objetivos estabelecidos pela União Europeia.

A “bazuca”

de que todos falam

O PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), frequentemente, referido em Portugal como "bazuca", é uma componente central do Mecanismo de Recuperação e Resiliência da União Europeia.

Foi estabelecido para ajudar os Estados-membros a enfrentar os efeitos da pandemia COVID-19 e preparar as economias europeias para o futuro, com especial enfoque na transição digital e ecológica. Este plano representa uma oportunidade significativa para Portugal e outros Estados-membros impulsionarem a recuperação após a pandemia, abordarem desafios estruturais e prepararem-se para um futuro mais sustentável e digitalizado.