O Governo Central

Na República Portuguesa, o termo "Governo Central" refere-se ao conjunto de órgãos e instituições do Estado que têm competência e autoridade em todo o território nacional, em contraste com as autarquias locais ou as regiões autónomas, que têm competências limitadas e circunscritas a uma área geográfica.

Em resumo, o Governo Central em Portugal é o "coração" do sistema político e administrativo, sendo responsável pelas grandes decisões e políticas que afetam o país como um todo, sempre sob o olhar atento e crítico dos cidadãos e das instituições democráticas.

Composição do XXIV Governo

Após a publicação dos resultados eleitorais resultantes das eleições legislativas do dia 10 de março de 2024, o Presidente da República indigitou o líder do partido com mais votos (AD) a formar governo. Assim, o XXIV Governo tomou posse no dia 2 de abril com a seguinte composição ministerial.

  • Luis Montenegro

    Primeiro-Ministro

    Licenciado em direito, tem pós-graduação em Direito de Proteção de Dados Pessoais e um Programa Avançado em Gestão pelo INSEAD. Advogado de profissão, fundou o escritório de advocacia SP&M. Exerceu ainda o cargo de presidente da Assembleia-Geral do Grupo Ferpinta e da Rádio Popular. Foi membro das principais instituições da cidade de Espinho: Assembleia Municipal, da qual foi Presidente, e Câmara Municipal, onde foi vereador. Em 2002, tornou-se deputado à Assembleia da República, cargo que ocupou ao longo de 16 anos, tendo sido Presidente da bancada parlamentar entre 2011 e 2017. A 28 de maio de 2022 vence as eleições diretas do PSD com 72,48% dos votos. Toma posse como Presidente do PSD no 40.º Congresso Nacional com o lema “Acreditar”.

  • Paulo Rangel

    Ministro dos Negocios Estrangeiros

    Licenciado em Direito, é docente universitário e advogado. Desempenha ainda funções como deputado europeu; vice-presidente do grupo parlamentar do PPE; presidente do Grupo de Escrutínio do Espaço Schengen; e relator permanente do Parlamento Europeu para a Bósnia-Herzegovina. Foi Presidente do Grupo Parlamentar do PSD; secretário de Estado Adjunto do ministro da Justiça; deputado à Assembleia da República e o primeiro presidente da delegação do Parlamento Europeu para as relações UE-Brasil.

  • Joaquim MIranda Sarmento

    Ministro das Finanças

    Doutorado em Finanças, é deputado; presidente do grupo parlamentar do PSD e professor universitário. Foi assessor económico do Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, trabalhou dez anos no ministério das Finanças e foi consultor da UTAO.

  • Nuno Melo

    Ministro da Defesa Nacional

    Licenciado em Direito, é advogado, presidente CDS-PP, deputado Europeu e deputado na Assembleia da República.

  • António Leitão Amaro

    Ministro da Presidência

    Doutorado em Direito, é professor universitário. Foi secretário de Estado da Administração Local do XIX Governo constitucional, deputado à Assembleia da República nas XI, XII, XIII e XVI legislaturas, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Marshall Memorial Fellow do German Marshal Fund (EUA), Scholar no The Europeaum (Oxford), Investigador Visitante da Harvard Law School da Universidade de Harvard (EUA) e Presidente da assembleia municipal de Tondela.

  • Manuel Castro Almeida

    Ministro Adjunto e da Coesão Territorial

    Licenciado em Direito, é advogado. Foi deputado, presidente da Câmara Municipal de São João da Madeira e secretário de Estado do Desenvolvimento Regional com responsabilidade pelos Fundos Europeus entre 2013 e 2015.

  • Pedro Duarte

    Ministro dos Assuntos Parlamentares

    Doutorado em Estudos de Desenvolvimento, é Jurista/Gestor, diretor na Microsoft Corp e vice-presidente da CIP. Foi deputado e secretário de Estado da Juventude.

  • Rita Judice

    Ministra da Justiça

    Licenciada em Direito, é advogada. Foi sócia da sociedade de Advogados PLMJ de 2013 a 2023, membro da Comissão Executiva da Urban Land Institute (ULI) Portugal e associada da Women in Real Estate (WIRE Portugal).

  • Margarida Blasco

    Ministra da Administração Interna

    Licenciada em Direito, é juíza conselheira do Supremo Tribunal de Justiça. Foi chefe de gabinete do secretário de Estado Adjunto do ministro de Justiça, diretora-geral do Serviço de Informações de Segurança e inspetora-geral da Administração Interna.

  • Fernando Alexandre

    Ministro da Educação, Ciência e Inovação

    Doutorado em Economia, é professor da Universidade do Minho e vice-presidente do Conselho Económico e Social. Foi secretário de Estado Adjunto do ministro da Administração Interna no XIX Governo constitucional. Em 2022, recebeu o Prémio de Mérito Científico da UMinho.

  • Ana Paula Martins

    Ministra da Saúde

    Doutorada em Farmácia, é professora universitária. Foi bastonária da Ordem dos Farmacêuticos e presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário Lisboa Norte.

  • Miguel Pinto Luz

    Ministro das Infraestruturas e Habitação

    Licenciado em Engenharia com um MBA, é presidente da fundação Alfredo de Sousa; vice-presidente da câmara municipal de Cascais; presidente da SEDES Lisboa; vice-presidente Entidade Regional de Turismo; administrador da fundação Paula Rego; investigador no Grupo de Sistemas de Informação do INESC-ID; docente convidado Nova School of Bussiness and Economics e no Instituto Superior Técnico. Foi Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações durante o XX Governo Constitucional de Portugal e vice-Presidente do PSD.

  • Margarida Balseiro Lopes

    Ministra da Juventude e Modernização

    Licenciada em Direito, é jurista. Foi deputada à Assembleia da República (2015-2022).

  • José Manuel Fernandes

    MInistro da Agricultura e Pesca

    Licenciado em Engenharia, é deputado ao Parlamento Europeu. Foi presidente Câmara Municipal de Vila Verde.

  • Dalila Rodrigues

    Ministra da Cultura

    Doutorada, é historiadora de Arte, professora do Ensino Superior e diretora do Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém (desde maio de 2019). Dirigiu diversas instituições culturais nacionais, designadamente o Museu Nacional Grão Vasco e o Museu Nacional de Arte Antiga. Foi Administradora do CCB.

  • Pedro Reis

    Ministro da Economia

    Licenciado em Gestão e Administração de Empresas, é gestor de empresas, administrador e consultor de empresas e presidente do Conselho Consultivo da Diáspora Portuguesa. Foi presidente da AICEP e administrador da BCP Capital.

  • Maria do Rosário Palma Ramalho

    Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social

    Doutorada em Direito, é professora catedrática da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, presidente da APODIT – Associação Portuguesa de Direito do Trabalho, vice-Presidente da ISLSSL – International Society for Labour and Social Security Law e consultora da Comissão Europeia na área da igualdade de género.

  • Maria da Graça Carvalho,

    Ministra do Ambiente e Energia

    Doutorada, é deputada ao Parlamento Europeu e professora universitária. Foi ministra da Ciência e Ensino Superior e adjunta do presidente da Comissão Europeia 2006 a 2009.

Estrutura e orgânica

Além da estrutura central, existem ainda vários órgãos e entidades sob a tutela direta ou indireta do Governo, que auxiliam na implementação das políticas definidas. Estes podem incluir institutos públicos, agências, autoridades reguladoras, entre outros.

Após eleições legislativas e a formação de um novo Governo, a estrutura dos ministérios pode sofrer alterações, dependendo das prioridades políticas e das decisões do Primeiro-Ministro quanto à organização do executivo. Por exemplo, em alguns governos pode existir um "Ministério do Ambiente e da Ação Climática", enquanto noutros pode existir um "Ministério do Ambiente" e um "Ministério da Energia" separados. Estas decisões refletem as prioridades e a visão estratégica do Governo em funções.

As promessas
eleitorais são para levar a sério

As promessas eleitorais durante as campanhas são de grande importância e carregam uma responsabilidade considerável por diversas razões. Contudo, é crucial que sejam feitas de forma responsável e consciente.

Fazer promessas irrealistas ou demagógicas, com o objetivo de ganhar votos, é prejudicial ao processo democrático, pois conduz ao cinismo e descrença na política. É vital que haja uma cultura de integridade e responsabilidade nas campanhas eleitorais, nas quais os candidatos se comprometam genuinamente com aquilo que prometem.

A importância da avaliação constante durante a governação

A avaliação contínua e a exigência relativa às promessas garantem que o governo trabalhe para o benefício dos cidadãos, mantendo-se fiel ao seu mandato e responsabilizando-se pelas suas ações.

Alguns critérios-chave para uma avaliação à atuação do governo