Portugal tem um regime semi-presidencialista, o que significa que o poder do país é partilhado entre o Presidente e o Primeiro-Ministro. O Presidente, eleito pelo povo, tem funções importantes, mas não governa o país. Essa tarefa fica a cargo do Primeiro-Ministro e do governo, que formam o poder executivo, responsáveis por administrar o país e implementar as leis. O poder legislativo é representado pela Assembleia da República, que é composta por deputados também eleitos. Estes têm a função de criar e aprovar as leis. Por fim, o poder judicial, que é independente dos anteriores e é responsável por interpretar as leis e assegugar que sejam aplicadas corretamente, julgando casos e conflitos. Neste sistema, cada poder tem a sua função específica, mas, no conjunto, permitem manter o país em funcionamento de forma equilibrada e justa.

Os 3 poderes

A República Portuguesa é organizada de forma a garantir a separação e a independência entre os seus principais poderes: os "pilares" que sustentam o funcionamento do país.

Estes três poderes funcionam de forma independente e não hierarquizada, o que assegura a liberdade e os direitos individuais, evitando a concentração de poder sem qualquer controlo.

  • Poder Executivo

    Este é o poder que "executa" ou coloca em prática as leis e governa o país no dia a dia. É liderado pelo Presidente da República, o chefe de Estado, e pelo Primeiro-Ministro, o chefe de governo. As principais responsabilidades do poder executivo incluem o orçamento e finanças, a implementação das leis aprovadas, as relações externas, a defesa e a segurança, por exemplo.

  • Poder Legislativo

    É o poder que "faz" as leis. Em Portugal, este papel é desempenhado pela Assembleia da República. São os deputados eleitos que desenham, discutem e aprovam as leis e tomam decisões políticas.

  • Poder Judicial

    Este poder é responsável por "julgar", ou seja, decidir se as leis estão a ser cumpridas e aplicar penas quando não estão. As responsabilidades do poder judicial incluem a administração da justiça, a interpretação e aplicação das leis, bem como a proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos.

OS DEPUTADOS NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

A missão de deputado na assembleia

A missão de cada deputado na Assembleia da República Portuguesa abrange diversas responsabilidades e funções fundamentais para o funcionamento da democracia no País.

Cada deputado desempenha um papel crucial na legislação, fiscalização do Governo e representação dos interesses dos cidadãos, contribuindo para o fortalecimento da democracia e o desenvolvimento de Portugal.

O contrato de deputado na assembleia

As condições laborais dos deputados no Parlamento Português são reguladas por legislação específica e normas internas, visando garantir transparência e equidade.

Esta estrutura de remuneração e condições de trabalho visa assegurar que os deputados possam dedicar-se integralmente às suas funções legislativas e representativas, mantendo um padrão ético e transparente.

Como é eleito cada deputado na assembleia


Cada deputado à Assembleia da República Portuguesa é eleito através de um sistema de representação proporcional com base em círculos eleitorais, que correspondem, na sua maioria, aos distritos do País.

Nas eleições legislativas, os cidadãos votam em listas partidárias apresentadas por cada partido ou coligação em cada círculo eleitoral. O número de deputados eleitos de cada lista é proporcional ao número de votos recebidos pelo partido ou coligação naquele círculo.

Este sistema visa assegurar uma representação equitativa dos diversos espectros políticos e das diferentes regiões do país no Parlamento.